quarta-feira, 1 de maio de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Deus segundo Spinoza
Contribuição do Irm.'. Gilmar Geraldo M.'. I.'. da ARLS Luz e Fraternidade 3926
As palavras abaixo
são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de
fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da
chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.
( Deus monologando para você )
“Para de ficar rezando e batendo no peito!
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
“Para de ficar rezando e batendo no peito!
O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Para de ir a esses
templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser
a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.
Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Para de me culpar
da tua vida miserável:
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Para de ficar lendo
supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...
Não me encontrarás em nenhum livro!
Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...
Não me encontrarás em nenhum livro!
Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Para de ter tanto
medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo,
nem te castigo.
Eu sou puro amor.
Para de me pedir
perdão. Não há nada a perdoar.
Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer
tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te
manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas.
Eu te fiz
absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos.
Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Viva como se não o houvesse.
Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Viva como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.
E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Para de crer em mim
- crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Para de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Para de complicar
as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti... aí é que estou."
terça-feira, 23 de abril de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Visita a ARLS União dos Inconfidentes
Uma caravana formada por oito obreiros da ARLS Luz e Fraternidade 3926 visitaram na segunda-feira, 15/04/2013, a ARLS União dos Inconfidentes 4087 Oriente de Ouro Fino MG, em Sessão Magna de Iniciação.
Fomos muito bem recebidos pelo Venerável Mestre Irm.'. Clodoaldo e demais oficiais, e tivemos a oportunidade de assistir uma brilhante Sessão de Iniciação.
As Autoridades Maçônicas presentes, Mestres Instalados, Veneráveis e obreiros de diversa Lojas do Estado de São Paulo e Minas Gerais foram unânimes em elogiar os trabalhos.
Nossa Loja foi representada pelos Irmãos: Mestre Instalado Gilmar Geraldo, José Lauro, Gustavo Tiveron, Murilo Cardim, José Carlos Barsani, Cláudio "Cascatinha", José Antônio e Marcelo Fonseca.
Ao usar a palavra o Irmão Gilmar Geraldo M.'.I.'., representando o Venerável Fábio Zambrano e demais Irmãos, colocou-se de Pé e a Ordem ao recém iniciado e de todos os irmãos presentes na Sessão.
Após os trabalhos foi servido um delicioso jantar aos convidados e nesta ocasião pudemos estreitar ainda mais nossos laços de fraternidade.
As Autoridades Maçônicas presentes, Mestres Instalados, Veneráveis e obreiros de diversa Lojas do Estado de São Paulo e Minas Gerais foram unânimes em elogiar os trabalhos.
Nossa Loja foi representada pelos Irmãos: Mestre Instalado Gilmar Geraldo, José Lauro, Gustavo Tiveron, Murilo Cardim, José Carlos Barsani, Cláudio "Cascatinha", José Antônio e Marcelo Fonseca.
Ao usar a palavra o Irmão Gilmar Geraldo M.'.I.'., representando o Venerável Fábio Zambrano e demais Irmãos, colocou-se de Pé e a Ordem ao recém iniciado e de todos os irmãos presentes na Sessão.
Após os trabalhos foi servido um delicioso jantar aos convidados e nesta ocasião pudemos estreitar ainda mais nossos laços de fraternidade.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Templos da Virtude
Os templos sempre foram construídos segundo uma estrutura
determinada e com a propósito de serem consagrados e dedicados às forças
superiores, consideradas criadoras do Universo. Em Roma, eram lugares
descobertos e elevados consagrados pelos áugures (sacerdotes vaticinadores) às
ações memoráveis e aos veneráveis princípios espirituais.
Esta sempre foi a ideia de SAGRADO, um lugar solene e respeitável.
Os templos são o reflexo da habitação divina sobre a terra, o local da
Presença Inefável, resumo do macrocosmo e imagem espelhada do microcosmo.
As concepções mais remotas de templo se encontram no Egito. Mesmo em
ruínas, pode-se perceber o respeito que aquela adiantada civilização dedicava
aos Mistérios Iniciáticos e religiões locais. Muitos deles, devido a vários
fatores, foram desmontados pela moderna técnica de engenharia e reconstruídos
noutros locais.
É o caso do Templo de Philae dedicado a deusa Ísis. Ostenta dois pilonos
no pórtico (análogos às duas colunas simbólicas) referindo-se às deidades do
mito de Ísis e Osíris.
Outro templo importante do Egito é o de Luxor, construído por Amenhotep
III. Logo na entrada há uma enorme coluna e um obelisco. No interior, pátios
cercados por fileiras de colunas.
Reparem na semelhança dessas construções com o moderno Templo Maçônico.
O Templo de Karnak, cujo recinto sagrado ocupa trinta hectares, possui
vários santuários com a Sala Hipostila, composta por 134 colunas gigantes.
A tradição egípcia de considerarem os templos como A CASA DE DEUS, passou
para os hebreus através dos ritos iniciáticos.
Primeiro, houve o Tabernáculo construído por Moisés no deserto
.
Depois, o Templo de Jerusalém, onde se realizavam as oferendas e
sacrifícios (korbanot). Situava-se no Monte Moriah ao Norte do Monte Sião.
De acordo com a tradição, o Templo de Jerusalém começou a ser construído
no terceiro ano do reinado de Salomão. Foi concluído sete anos depois. Em 587
A.C. foi destruído e incendiado por Nabucodonosor II. Mas os judeus o
reconstruíram, no mesmo local, durante a dominação persa.
Todavia, foi Herodes, o Grande – que não era judeu e sim árabe – que
terminou toda a obra cuja imponência é relatada nos Evangelhos Cristãos.
Mas, no ano 70 de nossa era, aquele Templo suntuoso foi destruído pelas
legiões do general romano Tito. A tradição diz que do Templo de Jerusalém
restam, atualmente, apenas as ruínas que formam o grande paredão conhecido como
Muro das Lamentações.
Os antigos templos eram, além de locais iniciáticos, pontos de referência
da unidade “nacional”. Destruir o templo significava enfraquecer um povo.
Os templos gregos tiveram origem no “mégaron”, espaços dos palácios de
Micenas, um dos maiores centros da civilização grega e potência militar.
Eram compostos de um “pronaos” ou antecâmara que antecedia o “naos” (nave
principal) e que mais tarde se transformou no “nártex”.
A naos propriamente dita – nave ou “cella” – era um quadrilongo com
paredes sem janelas. Ali eram colocadas as estátuas das divindades organizadas
em três alas divididas por colunas.
Hoje, alguns templos maçônicos ostentam essas três divindades nas figuras
de Hércules (força), Palas Atenas (sabedoria) e Vênus (beleza).
Havia também o “aditon” ou “aditus” (entrada sagrada) só acessível aos
grandes oficiais para a dedicação de oferendas e outros trabalhos reservados ao
Círculo Interno.
Por último, havia o “opistódomo”, câmara mais interna onde se encontrava o
Mais Alto Segredo. Os cristãos chamam este local de Sanctus Sanctorum, local da
“Arca da Aliança”.
Os templos atuais são simbólicos. Não representam uma “verdade histórica”,
mas princípios velados por alegorias.
Nossa Ordem não ensina a arte de trabalhar pedras no sentido literal, mas
prepara líderes para comandarem a transformação social e moral da sociedade.
Noutras palavras: o objeto primeiro é a construção do “corpo imortal”, a partir
de um “corpo em ruínas”. É a lição que herdamos da mitologia egípcia pela morte
e ressurreição de Osíris.
O primeiro passo para a revitalização da Maçonaria consiste na recuperação
do caráter SAGRADO de nossos Templos. Esses espaços e o trabalho que neles se
desenvolvem são dedicados à honra e glória de Deus, o G.’.A.’.D.’.U.’.
PELA POSTURA, PENSAMENTOS, CONDUTA E PALAVREADO USADOS NO INTERIOR DE UM
TEMPLO MAÇÔNICO, PODE-SE DEDUZIR O NÍVEL EVOLUTIVO DE SEUS OBREIROS E QUAL A
FORÇA ESPIRITUAL DA OFICINA.
O mundo profano é separado de nossos Templos pela Sala dos Pp.’.Pp.’. onde
cada Maçom deve deixar suas ambições, disputas políticas e religiosas, sua
vaidade e outros assuntos vulgares. A entrada, permanência e saída do Templo é
obrigatoriamente solene, austera e sagrada. Toda palavra vã, pilhérias e
gracejos proferidos em seu interior constituem um ultraje à dignidade da Ordem
e ao sentimento dos verdadeiros Maçons.
Estejamos atentos para a fascinação, o terror e o aniquilamento que podem
causar as faltas e as blasfêmias cometidas diante da Face Invisível do Mestre
da Evolução.
Muitas vezes não conseguimos entender o porquê de certas coisas
acontecerem a um Obreiro ou à Oficina como um todo…
Reunimos-nos nesses recintos Sagrados “em Nome e à Glória do Grande
Arquiteto do Universo”; os que não acreditam nessa transcendência prosseguem
com seus pensamentos, palavras e gestos vulgares; mas, há uma Lei de Causa e
Efeito; mais cedo ou mais tarde toda a Oficina terá de arcar com as
consequências.
Irm.'. José Mauricio Guimarães M.'.I.'.
sábado, 6 de abril de 2013
Ação da Maçonaria
A ARLS Luz e Fraternidade 3926, juntamente com o apoio das Lojas Maçônicas de Poços de Caldas e dos Irmãos de outros Estados e cidades que recebem este comunicado, continua a campanha de ajuda ao Asilo Monsenhor Alderigi de Santa Rita de Caldas MG.
Tal entidade, atende 40 idosos e passa por constantes dificuldades, já que não recebe qualquer tipo de ajuda dos órgãos públicos.
As Lojas de Poços de Caldas se mobilizaram e doaram para o Asilo 8 cadeiras de rodas que já estão sendo utilizadas pelos pacientes.
Mas, de acordo com o presidente da instituição o sr Ítalo e a freira Irmã Margarida (SCJ) o Asilo ainda necessita com certa urgência de alguns itens:
- Lençóis de solteiro
- Fronhas
- Toalhas de banho
- Toalhas de rosto
Neste sentido, acreditamos que a força da Maçonaria e a união dos Poderosos Irmãos, mais uma vez conseguiremos atender as necessidades desta obra tão importante.
A Obra Assistencial Monsenhor Alderigi (OAMA) localiza-se na Rua Gustavo César de Carvalho n° 165 em Santa Rita de Caldas MG.
O Irmão que deseja fazer alguma doação pode entrar em contato com o Irm.'. Gustavo Tiveron:
celular: 35 9952 - 3948
email: tiveronopipari@gmail.com
PARTICIPEM!!! SEU PEQUENO GESTO FARÁ UMA GRANDE DIFERENÇA!!!
Acreditamos que a solidariedade é um gesto de amor que enobrece o homem e o torna verdadeiramente fraterno. Assim, estaremos realmente trabalhando em nossos corações os princípios da nossa Ordem: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A Origem da Palavra Irmão
Ir.'. Valdemar Sansão
Os membros da Maçonaria, unidos pelo Amor Fraternal,
qualquer que seja o seu grau, dão–se o tratamento de “Irmão”. É o título que
geralmente se dão, mutuamente, os religiosos de uma mesma Ordem e de um mesmo
convento e também os membros de uma mesma associação.
Esse tratamento existe em todas as sociedades iniciáticas e nas
confrarias, em que o seu significado é a condição adquirida com a participação
de um mesmo ideal baseado na amizade. É o tratamento que se davam entre si os
maçons operativos.
A origem do cordial tratamento de “Irmão” afirma que esse tratamento foi
adotado e nunca mais olvidado pelos maçons, desde os tempos de Abraão, o velho
patriarca bíblico. Reza a história que estando ele e sua mulher Sara no Egito,
lá ensinavam as 7 ciências liberais (gramática, lógica e dialética, matemática,
geometria astronomia e música), e contou entre os seus discípulos com um de
nome Euclides. Tão inteligente que não demorou nada em tornar-se mestre nas
mesmas ciências, ficando por isso bastante afamado como ilustre personagem.
Então Euclides, a par com suas aulas, estabeleceu regras de conduta para o
discipulado; em primeiro lugar cada um deveria ser fiel ao Rei e ao país de
nascimento; em segundo lugar, cumpria-lhes amarem-se uns aos outros e serem
leais e dedicados mutuamente. Para que seus alunos não descuidassem dessas
últimas obrigações, ele sugeriu a eles que se dessem, reciprocamente, o
tratamento de “Irmãos” ou “Companheiros”.
Aprovando inteiramente esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria
resolveu sugeri-lo aos seus iniciados, que receberam-no com todo agrado, sem
nenhuma restrição, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da
Ordem.
De fato, traduz uma maneira de proceder muito afetiva e agradável a todos
os corações dos que militam em nossos Templos. Assim passaram os Iniciados ao
uso desse tratamento em todas as horas, quer no mundo profano, quer no
maçônico.
O Poema Regius, que data do ano de 1390, aconselha os operários a não se
tratarem de outra forma senão de “meu caro Irmão”. Por isso o tratamento de
Irmão dado por um maçom a um outro, significa reconhecimento fraternal, como
pertencente à mesma família.
Os maçons são Irmãos por terem recebido a mesma Iniciação, os mesmos modos
de reconhecimento e foram instruídos no mesmo sistema de moralidade. Além da
amizade fraternal que deve uni-los, os maçons consideram-se Irmãos por serem,
simbolicamente, filhos da mesma mãe, a Mãe-Terra, representada pela deusa
egípcia Ísis, viúva de Osíris, o Sol, e a mãe de Hórus.
Assim os maçons são, também, simbolicamente, Irmãos de Hórus e se
autodenominam Filhos da Viúva.
Durante a Iniciação quando o recipiendário recebe a Luz, seus novos Irmãos
juram protegê-lo sempre que for preciso. A partir daquele momento, todos que a
ele se referem o tratam como Irmão. Os filhos de seus novos Irmãos passam a
tratá-lo como “Tio” e as esposas de seus Irmãos passam a ser sua “Cunhada”.
Forma-se nesse momento um elo firme entre o novo membro da Ordem e a família
maçônica.
A Maçonaria não reconhece qualquer distinção entre raças, crenças,
condições financeira ou social entre seus obreiros. Há séculos vem a Sublime
Instituição oferecendo a oportunidade aos homens de se encontrarem e colherem
os frutos do prazer de conviver sempre em paz, em união e concórdia, como
amigos desinteressados, dentro de um espírito coletivo voltado à prática do
bem, guiados por rígidos princípios morais, sem desavenças e dissensões.
Os membros de nossa Ordem aprendem a destruir a ignorância em si mesmos e
nos outros; a ser corajosos contra suas próprias fraquezas, lutar contra seus
próprios vícios e também contra a injustiça alheia.
São estimulados a praticarem um modo de vida que produza um nível elevado
em suas relações com seus Irmãos, aos quais dedicam amizade sincera e devotada.
São fiéis cumpridores de todo dever cujo cumprimento lhes seja legalmente
imposto ou reclamado pela felicidade de sua Pátria, de sua Família e da
Humanidade.
Jamais abandonará sua prole, seus Irmãos e seus amigos, no perigo, na
aflição ou na perseguição. Sobre o coração do maçom está o símbolo do amor, da
amizade, da razão serena e perseverante.
O que o distingue na vida profana é sua aversão à iniquidade, à injustiça,
à vingança, à inveja e à ambição, sendo ele constante em fazer o bem e em
elogiar seus Irmãos.
O verdadeiro Irmão é aquele que interroga sua consciência sobre seus
próprios atos, pergunta a si mesmo se não violou a lei da justiça, do amor e da
caridade em sua maior pureza; se não fez o mal e se fez todo o bem que podia;
se não menosprezou voluntariamente uma ocasião de ser útil; se ninguém tem o
que reclamar dele. E quando não tem uma palavra que auxilie, procura não abrir
a boca… (Se for falar, cuida para que suas palavras sejam melhores que o seu
silêncio).
O Irmão, possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o
bem pelo bem, sem esperança de recompensa, retribui o mal com o bem, toma a
defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seu interesse à justiça.
Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças
nem de crenças, abraça o branco e o preto ( pois não é a cor, mas sim o talento
e a virtude que faz um homem elevar-se por sobre os demais), o rico e o pobre,
o jovem e o velho, o sábio e o ignorante, o nobre e o plebeu, porque vê Irmãos
em todos os homens.
Porém, devemos observar que nem o rico, o príncipe ou o sábio, devem
“descer” para o nivelamento. Não descendo ao nível deles mas, sim, ajudando-os
a se levantarem e poderem melhor enxergar o horizonte. É caminhando que se faz
o caminho. Pensando, agindo, sentindo, sofrendo, aprendendo e corrigindo.
Fazendo melhor em seguida. Se comprometendo a sempre ensinar aos capazes, o que
se aprendeu. Capacitando-os. Perpetuando a GNOSE adquirida.
Quem deverá “subir” é o pobre; pobre no sentido de ser CARENTE. Acontece
de existir entre os ricos de recursos materiais, os pobres de sabedoria,
ignorantes de conhecimento, de altruísmo e complacência.
O verdadeiro Irmão não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança;
compreendendo, nem condena. Portanto perdoa, e anula as ofensas, e não se
lembra senão dos benefícios que já tenha recebido, porque sabe que com a mesma
sábia compreensão que deixou de condenar, assim será tratado intimamente, na
sua própria causa de compreensão, como réu de sua consciência, quando essa lhe
julgar.
Não se compraz em procurar os defeitos alheios, nem em colocá-los em
evidência. Se a necessidade a isso o obriga, procura sempre motivar o bem que
pode atenuar o mal.
Não se envaidece nem com a fortuna, nem com as vantagens pessoais, porque
sabe que tudo o que lhe foi dado apenas o direito da posse, pertence ao mundo e
por poder dessa força natural, se desmerecido, tudo pode lhe ser retirado.
Se a ordem social colocou homens sob sua dependência, ele os trata com
bondade e benevolência, porque são seus iguais perante o Grande Arquiteto do
Universo; usa de sua autoridade para erguer-lhes o moral e não para os esmagar
com o seu orgulho; evita tudo o que poderia tornar sua posição subalterna mais
penosa.
O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o
escrúpulo em cumpri-los conscienciosamente.
O verdadeiro Irmão respeita em seus semelhantes todos os direitos dados
pelas leis da Natureza, como gostaria que os seus fossem respeitados.
Aplicando os ensinamentos maçônicos, tanto no interior dos Templos como no
seio da sociedade profana, dentro de suas possibilidades, colabora para a
edificação do Templo da civilização humana.
Afinal, se cultiva a liberdade, a igualdade e a fraternidade, tem por
obrigação, abrir mais os seus braços, entrelaçar seus Irmãos e oferecer sua
convivência fraterna, sua influência, seu trabalho de auxílio, com harmonia,
paz, concórdia e fraternização, dentro e fora do Templo.
Enfim, o verdadeiro Irmão saberá fazer o Bem sem ostentação, mas não sem
utilidade para todos. Onde quer que o pobre reclame o combate sem descanso aos
exploradores dos fracos, o auxílio e proteção à criança ou à mulher, o Irmão é
obrigado a fazer obra maçônica. É-lhe proibido fechar os olhos aos deserdados
da sorte.
Porém, só quando se encontra revestidos de todas essas virtudes é que pode
dizer: “Meus Irmãos como tal me reconhecem” – frase mais ouvida e citada dentro
da Loja e também fora dela – como forma de identificação.
Curioso, no entanto, é que ao sermos reconhecidos como Irmãos, o outro
abre o sorriso e os braços, como se fosse um velho conhecido. Esse é um
sentimento de irmandade, é muitas vezes, mais forte que entre Irmãos de sangue.
Nossa Ordem precisa de Irmãos verdadeiros, aqueles que têm orgulho de pertencerem
à Sublime Instituição e estão dispostos a sacrifícios pessoais em benefício
dela.
O Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS, ouve nossos rogos e nos mostra
o caminho que a Ele conduz, continua a nos proporcionar a dádiva da aproximação
de valorosos Irmãos que nos socorrem em nossas dificuldades, se interessam por
nós, nos escrevem, telefonam para saber como estamos, trocam e-mails e assim,
não nos deixam experimentar a depressão e a solidão.
Nossas Lojas Maçônicas são portos seguros, colos de mãe para enxugamento
das lágrimas e o consolo de nossas dores, num ambiente de luz, paz e amor, pois
é sublime reunir em seu seio, católicos, evangélicos, espíritas, maometanos,
israelitas, budistas, e a todos dizer: ” Aqui vossas disputas não encontrarão
eco. Aqui, não ofendereis a ninguém e ninguém vos ofenderá.”
Meu Irmão, se eu me esquecer de você, nunca se esqueça de mim! Conte
comigo. Eu conto consigo.
“O maior cargo em maçonaria é o de verdadeiro Irmão.”
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