sexta-feira, 7 de junho de 2013

Entendendo a Anti-Maçonaria

As antimaçonarias são movimentos formados por fundamentalistas religiosos, políticos radicais e ex-maçons voltados para a crítica à Maçonaria. Sendo a Ordem Maçônica estruturada numa filosofia libertária, não condenamos a priori essas críticas. Entendemos que todo homem e toda associação (desde que se mantenham nos limites da lei) têm o direito ao livre pensamento. Todavia, analisando os fatos que deram origem à crítica sistemática, o estudioso acaba encontrando aspectos curiosos e relevantes dessa intolerância. Daí, prefiro colocar o termo antimaçonaria em itálico – e possíveis aspas! – uma vez que não existe bom-senso nem contraditório no radicalismo e na intolerância.

O primeiro ensaio para a criação de uma antimaçonaria foi perpetrado pelo escritor e jornalista francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès, mais conhecido pelo nickname Léo Taxil. Esse Taxil tornou-se conhecido na Europa entre 1870 e início do século XX por ter enganado as hierarquias eclesiásticas com falsas publicações (ditas “confissões”) sobre os maçons. A principal dessas “confissões” consistia no relato das desventuras de uma suposta Diana Vaughan perante uma imaginária “seita maçônica”.

 O livro de Taxil causou grande repercussão entre o clero católico e, apesar das sábias considerações e advertências do bispo de Charleston, denunciando as falcatruas e invencionices de Taxil, o Papa Leão XIII recebeu o falsário em audiência e acabou acreditando nele… Só mais tarde descobriu-se que Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès – aliás Léo Taxil, aliás Paul de Régis, aliás Adolphe Ricoux, aliás Samuel Paul, aliás Rosen, aliás Dr. Bataille… – era o esperto e oportunista, diretor do jornaleco “La Marotte” proibido na França por violar a moral e, por causa disso, Léo Taxil fora sentenciado a oito anos de prisão. Era o mesmo Adolphe Ricoux que publicava livros anti-católicos pintando a hierarquia eclesiástica como hedonista e sádica.

Esse homenzinho de nome grande e de vários nomes confessara muito mais em 1885: com carinha de anjo, dizia-se convertido ao catolicismo para ser solenemente recebido no seio da Igreja. Era o mesmo nanico moral Gabriel Antoine Jogand que, neste mesmo ano, ludibriara uma Loja Maçônica a aceitá-lo como Aprendiz – grau do qual ele nunca progrediu – e onde tentou utilizar a boa-fé dos irmãos Maçons para conseguir dinheiro e promover uma imprensa anticlerical. Um homem de mil caras esse Taxil. No ano seguinte Taxil achou por bem tornar-se o autor oficial da antimaçonaria promovendo a venda indiscriminada de novos livros e jornais sobre o assunto. Tomava dinheiro de uns para escrever e publicar contra outros. Taxil foi o mestre da cizânia. Aproveitou as alucinações de Eliphas Lévi (aliás abade Alphonse Louis Constant) e endereçou novas “acusações” contra a Ordem que inadvertidamente o iniciara. Despejou entre os franceses o café requentado da época dos Templários: os maçons seriam satanistas e adoradores de um ídolo com cabeça de bode chamado Baphomet.

Essa reinvenção do absurdo ficou conhecida como “Jogo de Taxil” ressuscitando a malfadada figura do bode como ícone (maldito) da Maçonaria. Entre 1886 e 1887, doente e com medo da morte, constantemente assombrado pelo diabo que ele mesmo criara – trêmulo diante da perspectiva do Juízo Onipotente – Taxil acabou por confessar suas fraudes. O nanico estava cansado de ludibriar as pessoas. Mas era tarde demais, o mal estava feito: a calúnia é semelhante à história daquele homem que subiu no alto de uma torre e espalhou um saco de penas sobre a cidade – impossível recolher todas… impossível recompor…

No século XX as bases das antimaçonarias assentaram-se em três elementos: as fantasias de Léo Taxil, o fanatismo religioso e os movimentos políticos totalitaristas: o salazarismo, o fascismo, o nazismo e o stalinismo. Quanto ao comunismo, o Quarto Congresso da III Internacional (novembro de 1922) estabeleceu “a incompatibilidade entre a Maçonaria e o Socialismo” tido como evidente na maioria dos partidos da anterior II Internacional.

A Maçonaria foi considerada como “organização do radicalismo burguês destinada a semear ilusões e a prestar seu apoio ao capital organizado em forma de Estado”. Em 1914 o Partido Socialista Italiano expulsou os maçons de suas fileiras e o Quarto Congresso recomendou ao Comitê Central do Partido Comunista francês a tarefa de liquidar, antes de 1º de janeiro de 1923, todos os vínculos do partido com alguns de seus membros e de seus grupos com a Maçonaria. Todo aquele que antes de 1º de janeiro de 1923 não declarasse abertamente e a público, através da imprensa do partido, sua ruptura total com a Maçonaria ficaria automaticamente excluído do Partido e sem direito a reafiliar-se no futuro.

Felizmente esse tipo de oposição foi revisto na segunda metade do século XX: a Maçonaria tem hoje mais de 300 Lojas em Cuba (Gran Logia de Cuba fundada antes da revolução – em 1859 – e mantida por Fidel Castro). Além disso, desde 1995 a Grande Loja da Rússia prossegue em seus trabalhos com Lojas sediadas em Moscou, St. Petersburg, Voronezh, Vladivostok, Yaroslavl, Kaliningrad, Novosibirski, Beliy Ritzar, Voronezh, Stavropal, etc… (fonte: List Of Lodges, Pantagraphprinting).

Em 1945 o nazismo impedira o funcionamento das Lojas Maçônicas na Alemanha. Nos países ocupados as Lojas foram queimadas e todos seus arquivos confiscados e queimados. O prejuízo para a história da Ordem foi incalculável. Os líderes da Maçonaria alemã foram sumariamente assassinados sob o pretexto de que a maçonaria mantinha ligações “ilícitas” com o judaísmo internacional. Outros foram mandados para campos de concentração, juntamente com suas famílias. Nossos irmãos eram obrigados a ostentar nas vestes a estrela de seis pontas que é, ao mesmo tempo, judaica e maçônica (Estrela de Davi).

Quanto ao fanatismo religioso, torna-se mais difícil analisá-lo nos dias de hoje. Muitos de seus “baluartes” estão na internet ocultos em matérias e sites anônimos. Do outro lado, a falta de estudo e pesquisa em vários segmentos da Ordem Maçônica propicia a esses adversários a formação de redes descontínuas e propositadamente confusas onde se misturam fatos e preconceitos. Apesar de assentarmos os trabalhos das Lojas sobre cânones da literatura sagrada (em nossa caso a Bíblia), o fanatismo religioso usa esses mesmos textos para condenar e desacreditar as instituições iniciáticas e o trabalho que realizamos em benefício da sociedade. Apegam-se num ou noutro deslize, numa ou noutra falha humana para condenar uma ideologia inteira que vem sobrevivendo dignamente durante séculos, com enormes sacrifícios e mesmo com a vida de seus membros. Isto sem falar no auxílio que dispensamos às demais instituições (religiosas e iniciáticas) e na defesa que lhes prestamos sempre que sintam ameaçadas.

-A Maçonaria é uma organização de homens sujeitos aos mesmos erros e imperfeições que acometem nossos detratores. Com uma diferença: não pretendermos ser infalíveis nem ocultamos nossos atos sob a capa da religiosidade.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A Construção da Cultura Pessoal

Irm.'. Adriano Camargo Monteiro 
ARLS Madras 3359

No passado, e relativamente no presente, a busca deliberada pelo conhecimento, a construção da cultura pessoal e o desenvolvimento intelectual têm sido indesejáveis por certos sistemas político-religiosos. No passado, muitos filósofos, livres pensadores, artistas e cientistas sofreram perseguições, foram presos e executados por causa de suas ideias e opiniões, de sua criatividade e de suas invenções e descobertas, e muitas de suas obras foram banidas da sociedade e consideradas proibidas e queimadas em praças públicas.

A busca pelo conhecimento e pela aquisição de cultura sempre foi considerada uma coisa indesejável, “perigosa” e desprezada pelos dogmas seculares cujo objetivo sempre foi buscar estabelecer o obscurantismo.

Contudo, o exercício do livre pensar, a criação visionária, em a busca pelo autoconhecimento e pelo autoaperfeiçoamento fazem parte da vida de todo aquele que é livre psicomentalmente e de vontade forte. A busca pelo conhecimento e pelo aprimoramento cultural, pela liberdade de expressão e pela aplicação prática de uma filosofia pessoal são essenciais à evolução e à saúde psicomental e física de qualquer indivíduo esclarecido, inteligente e de sensibilidade. Aqui, “esclarecido” ou “inteligente” não significa estar simplesmente a par da programação sensacionalista e lobotomizante das TVs, dos modismos televisivos internacionais e nacionais e de sua ditadura popular que escraviza as multidões biomecanoides inconscientes e inconsequentes. Tampouco é pensar que se sabe tudo lendo por alto um ou dois livros sobre qualquer assunto, “opinando” sem embasamento ou sem argumento plausível. Aqueles que assim pensam convictamente talvez nunca tenham entrado numa livraria ou numa biblioteca…

É importante ter em mente que o conhecimento adquirido deve ser de fato internalizado e profundamente compreendido para que um indivíduo se torne sábio em qualquer área do conhecimento, seja convencional ou não convencional, pois a sabedoria é apenas conhecimento com compreensão. Nisso reside o néctar ou o veneno de todo e qualquer conhecimento adquirido, proporcionando clareza mental, discernimento intelectual e autoconsciência, ou, como veneno, dispersão e confusão do conhecimento não compreendido, acarretando a desagregação psicomental que distorce a realidade, o entendimento e que pode provocar algum grau de mania, desajuste, insanidade ou delírio. Porém, é preferível arcar com os resultados do conhecimento do que com as consequências da ignorância.

Sendo assim, deveria ser relativamente abrangente, sólida e crescente, dentro do possível, a cultura pessoal de cada indivíduo que se crê autoconsciente. Mas não é exatamente o que acontece. Há ainda muitas pessoas com matéria mental relativamente rudimentar, mesmo nos dias de hoje, mesmo com tecnologia e informação acessíveis. Infelizmente, não descobriram os prazeres sutis que expandem a consciência e o conhecimento e que proporcionam momentos de salutares atividades do pensamento e da imaginação, nos fazendo vislumbrar miríades de ideias.

Assim, a construção da cultura pessoal é empreendida pela vontade e pelo prazer, gerando ideias, construindo ideais, vivenciando sentimentos e sensações de uma vida rica psicomentalmente e epicurista filosoficamente. De fato, a maioria dos eruditos, dos cultos, dos literatos, dos artistas e dos filósofos livres-pensadores são, de certa maneira, autênticos epicuristas, pois, de uma maneira ou de outra, consideram importante e essencial a busca pela beleza filosofal, pela beleza que há na sabedoria e no conhecimento, pelo prazer intelectual, pelo prazer do estudo e pelo prazer da cultura elevada, que trazem experiências para consciência individual. E tudo isso acontece com seletividade e apreciação consciente por meio de uma forte atração interior por aquilo que é inegavelmente superior (em vários aspectos), verdadeiramente criativo e artisticamente primoroso.

Assim, a cultura pessoal estará sempre alicerçada, com um trabalho contínuo, sobre os pilares gregos da vontade (thelema), do conhecimento (gnosis) e da sabedoria (sophia)…


sexta-feira, 24 de maio de 2013

REVELANDO O MISTÉRIO DA MAÇONARIA !


Contribuição do Irm.'. Gilmar Geraldo M.'.I.'. 

"O segredo está dentro de você"

Este artigo tem a intenção de desmistificar um tema cujo conceito, muitas pessoas ainda mantêm, apoiado em mitos.

Afinal, o que é essa tal de maçonaria? Religião ou Filosofia?

A maçonaria prega a paz no mundo e essencialmente a felicidade da raça humana. Para adentrar em seus mistérios é exigido um perfil rígido de conduta e é indispensável uma crença: a crença no Grande Arquiteto do Universo ou Deus. As pessoas que se iniciam na Ordem passam por diversas instruções de sabedoria para, aos poucos, irem se aperfeiçoando na arte do autoconhecimento e, assim, poderem auxiliar o mundo. A Ordem compõe-se de graus, ritos e uma beleza indescritível.

Há pessoas que acreditam que na maçonaria há prática de rituais que envolvem sangue e sacrifícios. Na verdade, isso não é realizado; não existem os rituais sanguinolentos nem sacrifícios; existem apenas passagens de níveis de aprendizado, subindo uma escada de perfeição.

Se você for convidado a assistir uma palestra em um templo maçônico, onde isso ocorre anualmente, certamente ficará magnetizado pela beleza das colunas, dos símbolos, da abóbada celeste, da numerologia, da astrologia. No centro do templo se encontra, depositado sobre uma pedra, o livro da lei que pode ser uma Bíblia, o Torá ou o Alcorão, livros sagrados que norteiam muitos ensinamentos, mostrando que os princípios são os mesmos desde que direcionados pela fé racionalizada que combate profundamente a ignorância e o fanatismo.

As vestimentas são variadas e dependem do grau, mas todos, geralmente, se vestem de preto, uma igualdade entre todos os irmãos e não um símbolo de luto ou de algo sombrio.
Todos se reúnem, pelo menos, uma vez por semana e buscam receber e compartilhar idéias e ensinamentos fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento e do lado espiritual. Temas como numerologia, cabalah, astrologia, filosofia e práticas meditatórias são comuns e de grande relevância no nosso aperfeiçoamento.

Muitos dizem que a maçonaria é que determina o poder de conduzir o mundo... não gostaria de retirar o mistério desse ponto. Quem sabe?

Com a globalização houve o incentivo à participação das mulheres; criaram-se ordens femininas de grande importância e em cada templo maçônico as esposas dos maçons sempre realizaram trabalhos filantrópicos de grande destaque, mantendo sempre uma grande discrição conforme os preceitos da ideologia maçônica.

Quais são as dúvidas em relação à maçonaria? Qual a Filosofia da Ordem? Levar o bem à humanidade tornando-nos líderes de nós mesmos para doar o que temos de melhor. Começando por onde? Por nós mesmos, pelo nosso lar, pela nossa empresa e assim sucessivamente.

Por que é uma Ordem fechada? Selecionam-se pessoas de integridade; cada indivíduo é avaliado em sua conduta durante anos e é de grande importância esta tradição, para não ter, a Ordem, nenhuma mancha. Você pode participar da maçonaria contanto que seja convidado por alguém que pertença a ela; esse convite é feito por pessoas que acreditam no seu potencial de doar o que há de melhor em você.

O que é ser maçom? É ser o melhor. Não melhor do que o outro, mas o melhor para o outro. Eis a grande diferença.

Como são os ritos realizados? Todos belos e intrinsecamente ligados à natureza, transformação, espiritualidade e a Deus.

Que religião tenho que professar para ser maçom? Qualquer religião: espírita, evangélica, católica, umbanda e outras. Então, maçonaria não é religião?Definitivamente não, é uma filosofia.

Existem maçons desonestos? Em todos os meios - filosófico, religioso - existem aquelas pessoas de má fé. Mesmo com rígidos padrões de seleção é bem provável que possa existir alguém que aja de má fé. Mas quando descoberto, o indivíduo é expulso da Ordem, após investigação e julgamento justos.

Maçom tem privilégios? Eu diria que tem mais responsabilidades e obrigações do que privilégios.

Para ser maçom é preciso ser rico? Não, apenas ser livre e de bons costumes.

Existe alguma relação entre Rosa-Cruz e maçonaria? Talvez uma relação bem tênue no que diz respeito ao caminho e objetivos.

O que significa o símbolo - esquadro e compasso - da maçonaria? São símbolos que determinam a filosofia da maçonaria: liberdade, igualdade e fraternidade.

Essas coisas sobre maçonaria podem ser públicas? Todas estas e muitas outras informações encontram-se em livros abertos ao público. O interessante é que existe uma grande diferença entre ler e vivenciar; a leitura nos leva ao conhecimento, mas vivenciar todos esses ensinamentos de modo verdadeiro nos encaminha para a sabedoria.


A maçonaria é registrada em cartório, portando não secreta e sim discreta.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

V.’.I.’.T.’.R.’.I.’.O.’.L.’.


Irm.'. Sergio Ricardo Castro

O primeiro contato que tive com o termo V.’.I.’.T.’.R.’.I.’.O.’.L.’. foi durante a minha iniciação quando me encontrava na Câmara das Reflexões.

Confesso que naquele momento, até mesmo em virtude das emoções que tomavam conta de mim em face daquela ocasião única, não tive a menor ideia do significado de tal expressão e não lhe dediquei esforços para compreendê-la, porém, hoje, sei que ela representa de forma resumida, nos dizeres do saudoso Ir.’. Nicola Aslan, o único trabalho do Aprendiz Maçom.

O V.’.I.’.T.’.R.’.I.’.O.’.L.’. é uma fórmula alquímica e hermética cuja sigla é composta de 7 (sete) letras e significa “VISITA INTERIOREM TERRAE RECTIFICANDOQUE INVENIES OCCULTUM LAPIDEM”, ou seja, Visita o Interior da Terra Retificando-te Encontrarás a Pedra Oculta.

Essa importante expressão em si não é outra coisa senão a profunda descoberta de si mesmo, na solidão, no seio da Terra, ou, doutro modo, é o símbolo universal da constante busca do homem para melhorar a si mesmo e a Sociedade em geral.

Para que possamos efetuar o V.’.I.’.T.’.R.’.I.’.O.’.L.’. é necessário, inicialmente, descermos nas profundezas da terra, ou seja, debaixo da superfície da aparência exterior que esconde a realidade interior das coisas e a revela. Isto é, necessitamos ir ao nosso interior, sem demagogias e falsas aparências.

Depois de nos encontrarmos com nós mesmos, é imperioso meditarmos e retificarmos o nosso ponto de vista e a nossa visão mental com o esquadro da razão e do discernimento espiritual e com isso encontraremos daquela pedra oculta ou filosofal que constitui o Segredo dos Sábios e a verdadeira Sabedoria.

A “pedra oculta” é a PEDRA DO SÁBIO que se pode transformar na PEDRA FILOSOFAL, a pérola da Filosofia Divina, e é essa que torna o homem um ser sublime, mais evoluído, justo e perfeito, no trajeto da Vida Universal. Tal é o objetivo do verdadeiro iniciado (Maçom, Templário, Rosacruz ou outro) que busca o conhecimento Sagrado e Divino.

O homem, ao se retificar interiormente, deixando de lado todos os vícios de uma vida anterior para adotar novos padrões de conduta moral, transforma-se em um novo homem e deixa à mostra a pedra oculta que há dentro de todos. Tal pedra ainda se encontra em estado bruto, necessitando ser trabalhada, lapidada.

O que só acontece com o aprendizado constante, com a prática incessante das boas ações, com o respeito às normas, com a presença constante em Loja, com a aplicação dos princípios fundamentais da Maçonaria, como a fraternidade e a humildade!

De nada adianta descobrir que em seu interior há uma pedra bruta, se essa pedra não é tocada, não tem a sua rusticidade conhecida, se nada se faz para seu polimento.

Esse polimento é pesado, o desbaste das arestas, dos excessos, é doloroso, mas necessário, para fazer crescer aquele que encontrou dentro de si o que o diferencia dos demais animais: a pedra oculta, isto é, a inteligência, a capacidade de raciocinar, de discernir entre o certo e o errado, de dominar o desejo pessoal, de vencer paixões e submeter vontades!

A menção à pedra oculta, ainda, significa atingir o mais profundo do EGO e é usada como originária da força dos alquimistas, que acreditavam na PEDRA FILOSOFAL, ou seja, aquela pedra que transformava os metais inferiores em ouro.

Esse processo de transmutação, visto pela alquimia prática como “pedra filosofal”, é também conhecido como Obra do Sol, ou Crisopeia, ou Arte Real.

Portanto, a prática do V.’.I.’.T.’.R.’.I.’.O.’.L.’. é um convite ao conhecimento do ser interior, da espiritualidade, já que a Arte Real é a transformação do homem inferior em um homem superior. A PEDRA OCULTA é a PEDRA DO SÁBIO, que pode se transformar na PEDRA FILOSOFAL, ou seja, dentro de cada homem há uma PEDRA OCULTA, conhecida também como PEDRA DO SÁBIO, que o diferencia do animal irracional e que qualifica o ser humano como tal.

Trabalhada a PEDRA DO SÁBIO, tem-se a PEDRA FILOSOFAL, ou a PEDRA POLIDA, surgida com a transformação do bruto Profano, em um novo homem, um Maçom.

Encontrada a pedra oculta, ou a PEDRA DO SÁBIO, mas esquecendo-se de que o trabalho com essa pedra bruta deve ser constante, o homem não avança, não cresce espiritualmente e a pedra permanece bruta, não mostrando a sua beleza interior, permanecendo carregada de impureza que a obscurece e a torna imprestável para o uso a que se destina.

O Maçom que mantém a sua pedra oculta com traços de impureza, causados por ações ou omissões denominadas vícios, não pode ser chamado de Maçom. Daí, pode-se afirmar, sem temor, que o trabalho do Maçom na pedra bruta deve ser diário, incessante, devendo ele com constância, visitar o interior da terra, retificando-se, na busca da pedra oculta.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nova Diretoria da Loja

Na última segunda feira 06/05 foi realizada a Sessão Eleitoral que definiu a nova diretoria da ARLS Luz e Fraternidade 3926 para o biênio 2013-2015.

A nova administração da Loja ficou assim composta pelos seguintes Irmãos:

Venerável: José Lauro
1º Vigilante:Nilo Sergio
2º Vigilante: Gustavo Tiveron
Orador: Raphael Molina
Secretário: Paulo Sadao
Tesoureiro: Gilmar Geraldo
Chanceler: Fábio Zambrano
Mestre de Cerimônias: Murilo Tarquínio


Bom Trabalho a nova diretoria!!!



Irm.'. Paulo Sadao - secretário

sábado, 4 de maio de 2013

Eleições para nova diretoria

Atenção Irmãos M.'. M.'.

Na próxima segunda-feira, dia 06/05, ocorrerá as eleições para a nova diretoria da ARLS Luz e Fraternidade 3926.

Sua participação é fundamental!!!

Entrega das doações

Entrega das doações recebidas na Ação da Maçonaria de Poços de Caldas com outros parceiros em prol do Asilo Monsenhor Alderigi de Santa Rita de Caldas - MG. Todas as sete Lojas Maçônicas de Poços participaram desta brilhante campanha, juntamente com a TV Poços, New Bread, Artminas cozinhas.

Parabéns a todos pelo sucesso da campanha!!!